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A ofensiva de Lula sobre eleitores de direita no 2º turno

A ofensiva de Lula sobre eleitores de direita no 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou no segundo turno das eleições 2026 sem ninguém da esquerda para apoiá-lo contra Flávio Bolsonaro (PL). Isolado em seu campo político e precisando virar o jogo para seguir mais quatro anos no Palácio do Planalto, o petista vem tentando convencer eleitores de direita de que seu oponente não os representa.

A estratégia da campanha lulista é tentar descolar a direita mais pragmática de Flávio e, assim, conquistar votos de quem está ao centro e de quem votou em outros candidatos no primeiro turno. Ou, na pior das hipóteses, evitar votos que tendem a ir para o senador em 25 de outubro, dia da votação decisiva.

Esse plano foi encampado inicialmente pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), que se aproximou rapidamente do quartel general da campanha de Lula, especialmente devido às habilidades de engajamento nas redes sociais. Ela lançou a semente que se disseminou em grupos e perfis de esquerda na internet.

“Você que é de direita sabe que a direita foi engolida pelo bolsonarismo. No Brasil nós temos três hoje espectros políticos, esquerda, direita e bolsonarismo”, disse em um vídeo publicado no Instagram. “O eleitor que eu mais quero falar aqui hoje é o eleitor do Renan Santos. Eu sei que o eleitor do Renan Santos não é um eleitor com o mesmo espectro político e ideológico que o meu. Mas eu acho que vocês precisam pensar que vocês querem resgatar a direita no Brasil”, prosseguiu.