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Senado pode ignorar ou derrubar liminar que dificulta impeachment

Senado pode ignorar ou derrubar liminar que dificulta impeachment

Uma decisão liminar proferida no fim do ano passado pelo ministro Gilmar Mendes dificultou a instauração de processos de impeachment de membros do Supremo Tribunal Federal. Com o avanço da direita no Senado, uma maioria articulada de senadores pode derrubar a decisão ou ignorá-la e seguir com os processos de afastamento.

Em dezembro de 2025, Mendes suspendeu a validade de parte da Lei do Impeachment por meio de uma decisão monocrática, que não foi julgada pelo plenário da Corte.

Na prática, a liminar impede o afastamento imediato de um ministro quando um processo de impeachment é instaurado. Ela também amplia de 41 para 54 o quórum necessário de senadores para a instauração.

O quórum mínimo de 54 senadores já era o previsto para destituir definitivamente um ministro no final do processo, mas agora passa também a ser o necessário para fases anteriores do processo. Na prática, a medida deixa os ministros mais blindados.