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Dólar sobe, fecha a R$ 5,02, e Ibovespa avança com Petrobras e cenário eleitoral no Brasil

Dólar sobe, fecha a R$ 5,02, e Ibovespa avança com Petrobras e cenário eleitoral no Brasil
1 de 1 Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,27% nesta quinta-feira (8), cotado a R$ 5,0242. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,94%, aos 206.220 pontos, impulsionado pelo avanço de mais de 3% nas ações da Petrobras.
Os investidores acompanharam a disparada do petróleo após notícias de que o governo Trump pode realizar novos ataques ao Irã. Além disso, dados do mercado de trabalho dos EUA e sinais sobre o futuro dos juros no país ficaram no radar. No Brasil, o foco seguiu no cenário eleitoral.
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▶️ A possibilidade de uma escalada do conflito no Oriente Médio voltou a pressionar os preços do petróleo nesta quinta-feira, beneficiando as ações da Petrobras. Novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz ampliaram os temores sobre os impactos da guerra nos preços globais de energia.
Com o noticiário, os preços do petróleo operavam em alta nesta quinta-feira. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 3,93%, cotado a US$ 104,13. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 3,48%, a US$ 91,35 o barril.
▶️ Na agenda econômica, o destaque ficou com novos dados de trabalho nos EUA. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram 2 mil, para 197 mil, na semana encerrada em 3 de outubro. O dado indica que o mercado de trabalho segue resiliente, apesar da desaceleração na criação de vagas.
▶️ No Brasil, foco nas novas pesquisas eleitorais do Datafolha, com divulgação prevista para após as 18h. No radar, números da corrida presidencial e da disputa no Distrito Federal. Os levantamentos foram contratados pela Globo e pela Folha de S.Paulo.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -3,67%;
Acumulado do mês: -2,90%;
Acumulado do ano: -8,46%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado da semana: +7,34%
Acumulado do mês: +10,67%;
Acumulado do ano: +27,99%.
Eleições 2026
Investidores aguardam os números das novas pesquisas eleitorais. Na véspera, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno, disse que pretende aproveitar a maioria de seu grupo político no Congresso para mudar a Constituição, caso seja eleito.
Durante evento em Goiânia, após receber o apoio de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, o candidato afirmou que quer eleger um aliado para a presidência da Câmara e usar essa composição para promover as mudanças, mas não especificou quais pontos da Constituição pretendia alterar.
Nesta quarta-feira (7), Flávio explicou que a declaração sobre “mudar a Constituição para redemocratizar o país” se referia a propostas que já defendeu, como a redução da maioridade penal, mudanças no Judiciário, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição.
O candidato disse que essas mudanças teriam de ser feitas por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e afirmou que pretende agir com “ponderação” e respeito à Constituição.
A reforma do Judiciário e a redução da maioridade penal já aparecem entre suas propostas.
🔍 Para aprovar uma mudança na Constituição, é preciso apresentar uma PEC, que passa por dois turnos de votação na Câmara e no Senado e precisa de pelo menos três quintos dos votos em cada Casa — 308 deputados e 49 senadores.
A Constituição também estabelece limites às mudanças, como a proteção às chamadas cláusulas pétreas, que incluem direitos e garantias individuais, voto direto e secreto e a separação dos Poderes.
Na segunda (5), o mercado reagiu com forte alta após Flávio terminar o primeiro turno à frente de Lula. Economistas, porém, alertam que o otimismo pode ser passageiro, diante da falta de propostas concretas para as contas públicas e dos desafios políticos para aprová-las.
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Bolsas globais
Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam sem direção única, em meio à alta dos preços do petróleo e com os rendimentos dos títulos públicos americanos oscilando próximos a níveis recordes.
O Dow Jones subiu 0,10%, enquanto o S&P 500 recuou 0,53% e o Nasdaq Composite teve perdas de 1,25%.
Na Europa, o dia foi negativo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,7%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,18%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,51% e o FTSE 100, do Reino Unido, desvalorizou 0,16%.
Na Ásia, houve queda generalizada entre as bolsas da região, conforme investidores repercutiam novas tensões políticas, rendimentos globais mais elevados a temporada de balanços corporativos locais.
O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,8%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, perdeu 1,09%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, recuou 1,42%, o Kospi, da Coreia do Sul, teve queda de 2,62% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,43%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters

Fonte: G1

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