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Ri Happy avança em recuperação extrajudicial e cobranças são suspensas por 180 dias

Ri Happy pede recuperação extrajudicial por dívida de mais de R$ 827 milhões

A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aceitou na sexta-feira (23) o pedido de recuperação extrajudicial do grupo Ri Happy e suspendeu por 180 dias (seis meses) os processos de cobrança de dívidas por credores abrangidos pela reestruturação.

O pedido inclui a própria Ri Happy e outras cinco empresas: PB Kids, Part Out Franquias, New Toys, Divertudo (buffet de festas) e Brincar Marcas e Participações. Elas incluem uma dívida de mais de R$ 827 milhões. Desse valor, cerca de R$ 308,8 milhões (42,4%) estão nas mãos de credores que já aderiram ao plano de recuperação extrajudicial.

Agora, as empresas têm 90 dias para comprovar que credores que respondem por mais da metade do passivo de cada uma aceitaram o plano de reestruturação. Depois disso, o tribunal lança um edital para que credores contestem o plano em até 30 dias.

O grupo alega que sofreu com os efeitos da pandemia de Covid-19, a desaceleração do consumo, a alta dos juros e a desvantagem concorrencial em relação a produtos importados de pequeno valor. O governo federal chegou a instituir a “taxa das blusinhas”, de 20% sobre compras de até US$ 50, mas voltou atrás neste ano e zerou novamente o imposto federal sobre essas operações.