As primeiras manifestações de lideranças da direita após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deste domingo (25) foram marcadas por questionamentos sobre o processo de votação.
O senador eleito Ubiratan Sanderson (PL-RS) lamentou a vitória de Lula e afirmou que pretende intensificar sua atuação no Senado contra o governo petista.
“Inacreditável. o Brasil continuará em caos por mais 4 anos. Mais 4 anos de destruição. Mais 4 ministros no STF. Mais aparelhamento nas instituições. Mais perseguições. Parece até um pesadelo. Mas não vamos desistir jamais. No Senado, minhas energias serão redobradas para defender o povo gaúcho e brasileiro contra esse regime autoritário que faz tudo pelo poder”, publicou Sanderson.
Já o deputado federal Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou que pretende acionar “todos os meios possíveis para que Justiça seja feita”, referindo-se à prorrogação inédita do prazo de votação por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na publicação, citou Jair Bolsonaro, os presos pelo 8 de janeiro e brasileiros que, segundo ele, sofrem sob o atual regime.
O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) afirmou que o único consolo é que Lula não vai poder terceirizar a responsabilidade pela crise econômica. “Os eleitores que votaram para reeleger Lula optaram pelo pior caminho. Não se trata apenas da corrupção, mas da evidente incompetência, despreparo e uma visão de mundo equivocada”, publicou.
Em vídeo postado no X, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) criticou a postura da direita na disputa com Lula no segundo turno das eleições. “Nós tinhamos Lula com sangue nos olhos de um lado e do outro Nikolas e Pavanato fazendo micareta, sem um discurso combativo”, registrou.
Com 99,9% das urnas apuradas, Lula somava 64.250.562 votos, o equivalente a 51,78% dos votos válidos, e venceu Flávio Bolsonaro (PL). Aos 80 anos, o petista foi reeleito para seu quarto mandato na Presidência da República.
Fonte: Gazeta Do Povo