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Entenda acusações de favorecimento a Flávio que a Meta deve explicar ao TSE

TSE dá 24 horas para Meta corrigir restrição a anúncios da campanha de Lula
Cheng Xin/Getty Images

A dois dias do segundo turno das eleições de 2026, a Meta e o X têm 24 horas para explicar sobre as ferramentas usadas na distribuição de conteúdos políticos, a suspeita de favorecimento ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e a suposta remoção de postagens jornalísticas. A determinação é do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Boas Cueva.

O magistrado atendeu a um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais, aliança partidária que apoia a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

A ação alega a existência de tratamento favorável a Flávio Bolsonaro, em detrimento a Lula, pelas plataformas Meta e X “na distribuição, recomendação, moderação e impulsionamento de conteúdos político-eleitorais, bem como na utilização de ferramentas de inteligência artificial, com alegado favorecimento da candidatura investigada”.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu que as empresas expliquem imediatamente os critérios usados na distribuição de conteúdo.

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do Metrópoles

Confira:

  • Ferramentas de IA e dos mecanismos de tradução automática

A coligação requer a imposição de obrigações à Meta e ao X relacionadas à geração de conteúdos político-eleitorais por ferramentas de inteligência artificial e ao tratamento isonômico das candidaturas. Pede também a suspensão das traduções automáticas de publicações e comentários que mencionem os candidatos à Presidência da República.

  • Tratamento privilegiado na distribuição de conteúdos

A ação solicita que as plataformas se abstenham de conferir tratamento privilegiado, na distribuição de conteúdos político-eleitorais, aos perfis @flaviobolsonaro_go, @flaviobolsonaross3 e @nikolasferreiras2, mediante ajustes específicos de ranqueamento, listas de tratamento especial ou mecanismos equivalentes de ampliação excepcional de alcance.

  • Pedido de recomposição do alcance pago

As empresas devem se explicar sobre o pedido de Lula para a recomposição do alcance pago que teria deixado de receber em razão de falhas no impulsionamento de publicações do perfil oficial do presidente, especialmente em 9 e 10 de outubro de 2026, mediante a adoção de providências compensatórias destinadas à recuperação da exposição alegadamente perdida.

  • Remoção de conteúdo sob argumento não aplicável

A coligação também noticia que, em 22 de outubro, a Meta removeu do Instagram, menos de uma hora após sua publicação, o vídeo de divulgação do episódio Flavinho de Papai, da série Revelando, sob a justificativa de descumprimento das regras aplicáveis a conteúdos eleitorais produzidos com IA. A campanha afirma que não houve uso de IA no vídeo

  • Apresentação de informações, cooperação e medidas coercitivas

Explicações sobre requisição judicial de documentos ou informações às quais as partes não tenham acesso, especialmente em razão de sigilo ou de restrição legal.

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Campanha de Lula acusa Meta de suposto favorecimento a Flávio Bolsonaro nas redes

Fábio Vieira/Metrópoles

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Flávio Bolsonaro investiu em impulsionamento nas redes sociais

Reprodução/ Sam Pancher

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Decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva dá 24h para apresentação de relatório técnico

José Alberto/STJ

Acusações

Os petistas têm acusado a Meta de favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro. De acordo com denúncias apresentadas à Justiça Eleitoral, publicações orgânicas – ou seja, sem anúncios pagos – o alcance do candidato bolsonarista é maior do que o de Lula, mesmo o candidato do PT tendo mais seguidores no Instagram.

O prazo de 24 horas foi dado em razão da proximidade do segundo turno, que está marcado para este domingo (25/10).

“Essa distinção assume especial relevância diante do reduzido intervalo até o pleito, que recomenda concentrar a apreciação imediata nas medidas cuja utilidade possa se esgotar com o encerramento da votação, sem prejuízo da posterior instrução da investigação”, disse o corregedor-geral eleitoral.

Em caso de descumprimento, o magistrado fixou uma multa diária de R$ 500 mil reais para as plataformas.

Em nota publicada na sexta-feira passada (16/10), a Meta negou favorecimento à campanha de Flávio e disse que “a página oficial da campanha de Lula no Facebook e sua conta no Instagram nunca foram bloqueadas”. No entanto, a empresa admitiu falhas no impulsionamento de conteúdos do petista em 23 de setembro.

Segundo a big tech, o conteúdo foi reprovado por uma “possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes”.

Fonte: Metropoles

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