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Máfia peruana e PCC: operação desarticula núcleo financeiro de facções

Máfia peruana e PCC: operação desarticula núcleo financeiro de facções
Divulgação.

São Paulo — O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta quarta-feira (21/10), a segunda fase da Operação Sicários, que busca desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa peruana aliada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O grupo é investigado por envolvimento no tráfico de drogas, exploração de ocupações irregulares e lavagem de dinheiro. Os alvos foram cumpridos na capital paulista e na Grande São Paulo.

Promotores identificaram relação da facção peruana Los Injertos del Cone Norte e o PCC. Investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), órgão vinculado ao MPSP, apurou que os mafiosos peruanos e a facção paulista estariam utilizando empresas de fachada e contas de terceiros para movimentar, racionar e remeter recursos de origem ilícita. As movimentações somam valores milionários.

Dos 16 mandados de busca e apreensão expedidos, 10 foram cumpridos. Uma pessoa foi presa em flagrante.

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do Metrópoles SP

Durante a operação, promotores e policiais do Choque e Rota apreenderam 50 quilos de folhas de cocaína, R$ 46,4 mil em espécie, 11 celulares, oito computadores, quatro notebooks, três pendrives, um HD externo, duas carteiras de criptomoedas, 13 documentos e uma réplica de espada katana.

O material apreendido, incluindo documentos e dispositivos eletrônicos, será analisado para aprofundar as investigações e identificar outros eventuais envolvidos.

El Monstro

Em abril de 2025, a caçada ao líder dos Los Injertos del Cone Norte, Erick Moreno Hernández, o El Monstruo, culminou com a morte de um policial da Tropa de Choque da Polícia Militar e dois mafiosos peruanos, em Suzano, região metropolitana.

Naquela ocasião, o alvo principal era El Monstruo, como era conhecido Hernández, mas houve intenso tiroteio entre policiais do Choque e comparsas do mafioso peruano que resultou na morte do sargento do Choque Rafael Vilodres Correa e de dois peruanos.

O líder da facção peruana aproveitou o confronto e fugiu. Ele foi preso, em setembro de 2025, em San Lorenzo, no Paraguai. O mafioso peruano tinha 32 anos de prisão decretados no Peru por sequestros, homicídios, tráfico de drogas e formação de quadrilha.

O nome dele chegou a ser incluso na Difusão Vermelha da Interpol. Uma recompensa de 500 mil soles peruanos — o equivalente a cerca de R$ 785 mil, na época — chegou a ser oferecida pelo governo peruano para quem ajudasse na captura.

Fonte: Metropoles

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